Projeto “Marabá Paralímpica” melhora autoestima de alunos com necessidades especiais

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Cinquenta e oito alunos com necessidades especiais da Secretaria Municipal de Educação (Semed), praticam natação por meio do projeto “Marabá Paralímpica”. Segundo os especialistas, a natação é um dos esportes mais completos e apropriados para quem possui alguma deficiência. Além de melhorar a autoestima, promovendo a inclusão, o nado diminui o estresse, desenvolve a sensibilidade, a percepção corporal do indivíduo, como benefícios cognitivos, psicossociais, fisiológicos e terapêuticos.

O Departamento de Educação Especial da Semed auxilia o projeto “Marabá Paralímpica”, que é originário da Secretaria de Educação do Estado, com o transporte dos alunos no ônibus escolar, mão de obra de professores da rede e estagiários, além de outros suportes relacionados a viagens para competições e documentações.

A professora de Educação Física da Semed Luiza Crisóstomo Feitosa Carvalho, trabalha desde 2014 no “Marabá Paralímpica”, que foi idealizado por Arionaldo Borges Reis, também professor de Educação Física da rede estadual. No início, em 2008, a iniciativa contava apenas com oito alunos com deficiência visual, mas logo esse número aumentou. Atualmente, os professores Luiza e Arionaldo atendem crianças com deficiência visual, física, intelectual e Síndrome de Down.










Os frutos colhidos com o trabalho, segundo a professora Luiza, são principalmente na autoestima dos alunos. “Uma pessoa com deficiência nasce com alguém dizendo que ela não pode isso ou aquilo. Se eu não tenho uma perna eu não posso correr, se eu não tenho um braço eu não posso outra coisa”, ressaltou a docente, complementando que, no projeto o aluno se enxerga como protagonista.

A professora cita como exemplo de superação o deficiente visual Ademar Santos que é recordista brasileiro nos 100 metros peito. “Nossos alunos podem tudo”, destacou ela. Quanto ao apoio da Semed, Luiza afirmou que os estagiários são essenciais neste trabalho. “O aluno que tem paralisia cerebral, precisa de uma pessoa para ficar só com ele. Quando os estagiários somaram na mão de obra, pudemos abraçar mais pessoas”, contou.

As aulas acontecem as segundas e sextas-feiras pela manhã e todos os dias durante à tarde, com duração de uma hora cada treino, na sede da AABB, Estação Conhecimento e Colégio Alvorada. Além dos 58 alunos do município, 12 pertencem ao estado e quatro são universitários.










APROVAÇÃO

Guilherme da Silva Medeiros, de 14 anos, aluno do projeto desde 2015, se sente alegre com a essa oportunidade. “Eu fico feliz quando venho nadar. Já ganhei medalha. Quanto mais a gente pratica, fica melhor. Minha vida melhorou muito praticando esse esporte. Eu quero agradecer a minha professora Luiza por me treinar e ao Ari”, elogiou.

Itamar da Silva Guimarães, de 12 anos, também adora nadar. “Antes eu falava que não conseguia, agora eu falo que consigo, eu sou capaz. Se eu vou competir, eu coloco na cabeça que vou conseguir”, disse.

Texto: Emilly Coelho

Fotos: Paulo Sérgio dos Santos